Com a aproximação das eleições de 2026, pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal começam a se afastar de cargos públicos para cumprir as exigências da legislação eleitoral. O prazo de desincompatibilização para ocupantes de funções no Executivo se encerra no dia 4 de abril, garantindo condições iguais na disputa.
Entre os nomes já colocados na corrida pelo Palácio do Buriti, alguns precisarão deixar suas funções atuais. É o caso de Leandro Grass, presidente do Iphan, que deve se afastar do cargo dentro do prazo legal, embora ainda não tenha divulgado a data oficial.
Outro pré-candidato que também deixará o posto é Ricardo Cappelli, atual presidente da ABDI. Ele confirmou que fará sua desincompatibilização no dia 3 de abril, antecipando-se ao limite estabelecido.
Já a vice-governadora Celina Leão deve assumir o comando do Distrito Federal após a saída do governador Ibaneis Rocha, que pretende disputar uma vaga no Senado. Nesse caso, Celina poderá concorrer ao governo sem precisar deixar o cargo, conforme entendimento da legislação e decisões recentes do STF.
Entre os nomes que não precisam se afastar estão a deputada distrital Paula Belmonte, que pode disputar outro cargo mantendo o mandato, e o ex-governador José Roberto Arruda, que atualmente não ocupa função no Executivo.
No entanto, Arruda ainda enfrenta entraves jurídicos. Ele foi considerado inelegível até 2032 pelo STJ, por condenação em caso de improbidade administrativa. O político, porém, defende que uma legislação mais recente pode permitir sua participação já em 2026.
A chamada desincompatibilização é uma exigência prevista na legislação eleitoral e reforçada por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), variando conforme o cargo ocupado. A regra busca garantir equilíbrio entre os candidatos durante o processo eleitoral.

